Deu dedo!

Todos os clarões do mundo. Era disso que o pequeno dedo precisava naquele momento. Sentir-se mão. Mão calejada, de princesa, de homem, de menino, de velha. Mão. O dedo tinha urgência em tocar o mundo não mais apenas com a ponta. A ponta era frágil. Muito frágil. Era um dedo tão sozinho. Pequenino mindinho dos dedões. Queria alcançar o braço, tomá-lo por completo e tocar o corpo. Pobre dedo, tão sonhador. Mas sempre foi assim, mesmo quando unhas eram apenas estágios bem distantes.

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